Assassinato premeditado, e por dinheiro. Há bandidos no poder

Eu escrevi, ontem, que Jair Bolsonaro está despertando posições nazistas por toda a parte e logo veio o presidente do Banco do Brasil dizer que “a vida não tem valor infinito“.

Não há muito sentido em discutir o argumentos de de que “O Brasil não pode parar” da campanha da Secretaria de Comunicação da Presidência, copiando o desastrado slogan que se adotou em Milão e que resultou em milhares de corpos sendo carregados por caminhões militares.

Já parou e vai parar mais ainda, porque as pessoas comuns, que prezam sua vida e a dos seus semelhantes não são suicidas.

Mas eles, sim, são homicidas, genocidas, pior ainda, gente que mata por dinheiro, para não parar de ganhá-lo ou ganhar ainda mais.

As medidas econômicas mesmo as boas – como a das bolsas de 600 reais para trabalhadores informais – são de demorada e difícil execução, além de tardias. Onde é que estão os cadastros de camelôs, demais ambulantes, encanadores, pedreiros e serventes “por conta própria, dos “bicos” e da “viração”?

Além do mais, condicionantes e forma de pagamento, para serem implantadas, levam tempo e vão, é claro, geral confusão, queira Deus que não presenciais.

Idem a liberação de recursos para os bancos emprestarem com juros baixos. Não vai rolar, como mostrou hoje a Folha: os bancos não facilitam a vida de pequenos negócios que, julgam eles, vão quebrar e inadimplir seus créditos.

O governo tem de assumir metade da folha dos empregadores e tornar mais cara a emissão, estendendo o aviso prévio para dois ou três meses e dando crédito com linha segregada e condições fixas, compulsórias aos bancos, para empregador que não demitir.

Se for preciso, emitir para ter como fazer isso.

Do jeito em que a coisa está, é bem pouco útil discutir economia, o que seria possível se estivéssemos vivendo um quadro de algum equilíbrio no enfrentamento da crise.

Nossa questão mais urgente é existir uma ação que permita que o país não se esvaia em este conflito sórdido que Jair Bolsonaro está provocando, hoje de novo com a “ameaça” e que os governadores terão de pagar os salários dos trabalhadores das empresas que mandarem fechar.

É um miserável que faz chantagem para obrigar o povo a voltar para as ruas, contrair o vírus e morrer.

Canalhices assim impedem o país de debater com seriedade o que podemos fazer para mitigar os efeitos econômicos. Como estamos, nenhuma medida vai evitar o caos.

 

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