Amanhã, acaba a brincadeira nas redes e começa a batalha

Jair Bolsonaro passou o carnaval ocupado o tuíte, em intensa atividade recreativa.

Bajulou o filho Carlos, anunciou uma “Lava Jato da Educação”, comemorou um resultado positivo das contas públicas que nenhum economista sério entende sólido e, por último, fica postando marchinhas de carnaval contra Caetano Veloso e Daniela Mercury, para açular a matilha com o velho mote da Lei Rouanet.

“Mordido”, talvez pelo que lhe mandaram fazer os blocos carnavalescos por toda a parte, foi o que pôde ter como resposta publicável.

Amanhã, porém, acabam os folguedos e o sr. Jair estará de volta ao cenário árido de sua maior dificuldade: obter o apoio que lhe falta no Congresso.

Do qual possivelmente estará mais distante quando os parlamentares sentirem, em suas bases eleitorais, a rejeição a propostas como a dos 400 reais de benefício, os cortes nas aposentadorias rurais e nos 40 anos de contribuição para não ter desconto no benefício, mesmo alcançada a idade mínima.

E aí, na próxima semana, começa, para valer, a pressão sobre os deputados.

Vai ser preciso mais que tuitar para vencê-las e Bolsonaro conta em remobilizar suas tropas fanáticas para contrapor-se a elas.

O estilo “Paz e Amor” que ensaiou nos últimos dias não tem como prevalecer e nem parece que seja essa a intenção com a radicalização do discurso nas redes.

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