Adélio é louco, diz Justiça. Acabou a exploração de Bolsonaro

Volta e meia, Jair Bolsonaro vinha usando a suspeita de que seu esfaqueador, Adélio Bispo de Oliveira, estaria sendo instrumento de um complô para matá-lo.

A Justiça, agora, com pareceres unânimes da defesa e da acusação, decidiu que o sujeito é  portador de um “Transtorno Delirante Persistente”, revelam documentos obtidos pelo jornal O Globo.

Segundo a decisão, todos os médicos que avaliaram Adélio, tanto os peritos oficiais como os assistentes técnicos das partes, concluiram que ele é portador de Transtorno Delirante Persistente.  Ao todo, quatro laudos foram produzidos para avaliar o agressor. Não houve, dentro dos documentos anexados ao processo, nenhum parecer ou laudo que apontasse que o agressor não sofria com doença mental.
A única divergência estava relacionada subcategoria dessa patologia. A própria psiquiatra escolhida pelos advogados de Jair Bolsonaro apresentou parecer com a conclusão de que ele sofre desse mesmo transtorno.

Que Adélio é vítima de um transtorno – ou “louco”, na linguagem popular – é algo que está estabelecido.

Resta a questão de que sua loucura possa ter sido manipulada, para o que é preciso que a investigação apure com quem ele teve contato e porque andou em um clube de tiro bolsonarista, em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba.

A facada de Adélio pode ter sido improvisada ou não, mas foi fatal à democracia.

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