Acordo por “não-ministérios” joga no esvaziamento do dia 26

Todos sabem que, há vários dias, há decisão de Rodrigo Maia, na Câmara, e Davi Alcolumbre, no Senado, de não indicarem os ocupantes dos ex-futuros ministérios das Cidades e da Integração Nacional.

O acordo para que a sua criação não seja aprovada é um “não-acordo”.

Sua finalidade é tirar da pauta da manifestação dos bolsonaristas o argumento de que estariam lutando contra o “toma-lá-dá-cá” e pelo enxugamento da máquina administrativa.

Bolsonaro, ao que parece, foi convencido a “baixar a bola” das manifestações.

Até o “inimigo” Paulo Tonnet, diretor da Globo em Brasília- e pivô da demissão de Gustavo Bebianno há dois meses, foi chamado para dialogar, numa conversa intermediada por Vicente Jorge Espíndola, amigo de Bolsonaro e dono da afiliada da Globo em Caruaru (PE), de uma cia. aérea regional e de vários negócios imobiliários no Nordeste.

A esta altura, tentar desfazer o ato será inútil, porque os grupos que já começaram a se mover e sentiram o cheiro de sangue.

Como parece inútil pretender descolar a imagem de Bolsonaro de um possível fracasso da mobilização.

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