A “turma da bufunfa” começa a sentir que fascismo também vai ao “mercado”

A demissão, com humilhação pública, do presidente do BNDES fez muita gente do que Elio Gaspari chama de “o andar de cima”  botar as barbas de molho,  sem acreditar que isso possa não ter consequências para o responsável por sua indicação – e por sua política: Paulo Guedes.

Foi, no mínimo, o que o  Direito Romano usava para  significar diminuição ou perda da autoridade com  o latinismo: um capitis diminutio.

No vetusto Financial Times, o assunto foi tratado como fonte do temor de uma intervenção presidencial maior na economia.

Na Folha, Vinícius Torres Freire o coloca ao lado de Sérgio Moro como um dos “superministros” que virou “minimistro”.

Vinícius Motta, cujo otimismo é tão grande que, certa feita, disse que as instituições domariam Jair Bolsonaro, é quem traçou o melhor quadro do que Guedes está se tornando: um “tigrão” para ajudar a demonizar o Congresso, o que vem a ser uma “tchutchucagem” com a estratégia política do “Mito”.

Lei a estre trecho de seu artigo, agora à tarde, no site da mesma Folha:

Meninos e meninas da Faria Lima vão acordar nesta segunda (17) confusos com o seu ministro de estimação. Talvez comecem, enfim, a negociá-lo no preço justo, como mais um foco de instabilidade num governo repleto deles.
Mas, se observarem bem, verão que o predador não está assim tão provido. As garras e os dentes não metem medo no Congresso, onde o apoio ao governo Bolsonaro se reduz a uma minúscula patota no jardim da infância da política.
Como administrador, mostra-se um bom vendedor de terreno na Lua. Fala em arrecadar R$ 1 trilhão (risos) com privatizações, misturar água e óleo na tributação e implantar um regime extemporâneo de capitalização na Previdência. Menosprezou a Argentina e, meses depois, deu curso à fábula da moeda única com o país vizinho.
Tigrão às vezes não é o dono do pedaço nem sequer na sua pasta. Foi ignorado no episódio em que Bolsonaro deu uma de Maduro e mandou a Petrobras cancelar reajuste. Partiu para cima de Joaquim Levy só depois que o chefe gritou “pega”.

Não há governo, há a vontade errática e provocadora de um presidente que precisa, de forma permanente, criar inimigos atrás de inimigos e manter o clima de excitação em sua matilha.

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