A pizza policial agora é “expressa”

Quando falou da chacina de Santa Teresa, no mesmo dia do assassinato por desídia dos garotos do Flamengo, este blog perguntou: “perícia para quê?”.

Hoje, passado apenas o final de semana, esta descrença já se comprovou arrazoada.

O  porta-voz da Polícia Militar do Rio, coronel Mauro Fliess, afirmou ao “Bom Dia, Rio”, da Globo, que “não há indicativo de irregularidade na ação dos PMs que participaram da operação nos morros da Coroa, Fallet e Fogueteiro e dos Prazeres”.

Sequer esperou os resultados da perícia feita no local.

Fliess, até pouco tempo, era o comandante do Batalhão de Choque, unidade envolvida no episódio e é bem esperado que, nos tempos de hoje, decrete que foi “legítima defesa” e “uso moderado da força”.

É só olhar a parede multiperfurada da casa onde morreram 10 pessoas para ter ideia da fuzilaria que ocorreu ali.

Claro, a “Lei Jair” já está em vigor, mesmo não tendo sido sequer mandada ao Congresso.

A regra, agora, é “matar geral”.

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