A “máquina de guerra” da cultura bolsonarista, se é que isto é possível

O homem da Funarte que acha que rock é de Satanás não foi o último.

Ainda tinha o olavista escalado para a Biblioteca Nacional, um certo Rafael Nogueira, que acha que Caetano Veloso é um promotor do analfabetismo e – apesar dos conceitos do colega que acha o rock satânico – é adorado do Shaman e de suas letras, escritas em inglês, of course.

O time que o governo Bolsonaro formou na cultura é destes que lembram o alemão Hans Johst, autor do famoso “Quando ouço [a palavra] “Cultura’ destravo minha [pistola] Browning!”, trecho de um diálogo na peça Schlageter, homenagem a um protonazista alemão.

No nosso caso, porém, para um suicídio da inteligência.

O gajo que vai cuidar do maior acervo literário do país diz na Folha que espera que o legado de Olavo de Carvalho preencha o vazio deixado por Machado de Assis!

Junta-se a um time de desesperança: o secretário negro que acha que ser escravo foi um progresso, a reverenda Jane que cuida da diversidade cultural, o pastor Tutuca para a secretaria de Audiovisual e mais um leque de nulidades para ocupar a “máquina de guerra cultural” do fanático Roberto Alvim.

Nunca antes na história deste país a área cultural esteve entregue a gente tão obtusa, tão desqualificada, tão fanática e obscurantista.

Comentários no Facebook