A economia da “Mãe Diná”

O governo elevou hoje a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto para 2,4%, ante uma previsão anterior de 2, 32%.

Como se vê, tratam-se de videntes que enxergam com precisão de centésimos de pontos percentuais, que são décimos de milésimos.

Adivinhar, advinham sempre, como faziam os economistas dos bancos, em janeiro passado, prevendo que o PIB brasileiro aumentaria 2,57%. Ficará na metade disso, mas não tem problema, eles são sempre sábios.

O tom é sempre o do otimismo, mesmo quando admitem que o crescimento do último trimestre do ano deveu-se ao “voo de galinha” provocado pela liberação do FGTS, como faz a ex-secretária do Tesouro de Michel Temer, agora economista-chefe do banco Santander ao prever que o início do ano será de “ressaca” deste período, mas que o segundo semestre trará os 2% de aceleração da economia .

A economia real patina e só a especulação financeira está exuberante, com índices recorde na bolsa, que não impedem – ao contrário – que o dinheiro estrangeiro esteja saindo deste mercado e forma constante e expressiva.

Depois dos R$ 44 bilhões do segundo semestre de 2019, apenas nos seis primeiros dias úteis de 2020, saíram R$ 3,68 bi.

Uma nova queda da taxa Selic vai empurrar para o mercado de risco o que resta ainda de aplicações e renda fixa e poupança, que a ela se atrela. Esta, aliás, só teve saldo positivo no ano passado porque foi o destino dos parcos recursos recebidos com a liberação do FGTS e PIS/Pasep.

Mas todos seguem adivinhando uma retomada do crescimento da qual, retirados os falsos positivos que medidas pontuais provocam, não há sinal concreto.

 

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