A descoberta da Petrobras existe. Mas foi em 2013…

A manchete de hoje do Estadão é verdadeira.

Mas é incompleta.

As descobertas existem e ocorreram a partir do início da década.

Em 2013, como publicou este Tijolaço, já se sabia de seu imenso potencial em óleo leve e gás, acumulados em generosos volumes.

“Ainda não há detalhes, mas o comunicado feito hoje pela Petrobras à ANP amplia ainda mais as perspectivas de rendimento da Bacia Sergipe-Alagoas em águas profundas, com a notícia publicada agora há pouco pelo Valor. Provavelmente, trata-se do poço delimitador da acumulação descoberta há alguns meses e batizada de “Moita Bonita”, a cerca de 90 km de Aracaju e que indicou uma extensa acumulação de petróleo leve a cinco mil metros de profundidade, com lâmina d´água de 2800 metros. Ao lado deste bloco, o BM-10- SEAL, que é integralmente da Petrobras, ficam o 4 e o 11, onde tem sido registradas descobertas semelhantes, onde a Petrobras tem 60 e 75% respectivamente, em sociedade do uma petroleira indiana”

Petróleo e gás ocorrem, como é sabido, de forma quase sempre associada e, portanto, ninguém desconhecia mais o que se podia extrair do mar sergipano.

O início de produção já havia sido até planejado pela Petrobras para o ano passado.

Não aconteceu porque, há quatro anos, a política da Petrobras em matéria de investimentos teve só duas diretrizes: cortar e vender.

Aliás, com a venda da Transportadora Associada de Gás, que controla o Gasene, o gasoduto que liga o Nordeste desde Fortaleza ao Sul da Bahia, inteligando-se daí ao Sudeste, todo este gás vai depender dos investimentos privados em sua ampliação. E o financiamento, claro, será público, deixando os lucros bem privados e desnacionalizados.

Foram anos de inversão de recursos da estatal e, agora, para colher os resultados, os investidores sem risco vem colher os frutos…

A Petrobras, de uns anos para cá, cava tesouros para os outros.

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