A crise institucional está em curso, e acelerando

Está pouco percebido o processo de crise intitucional que está em curso no Brasil.

As relações entre Executivo, Legislativo e Judiciário são qualquer coisa menos as “harmônicas” previstas na Constituição.

Não é normal juízes e deputados derrubarem decretos presidenciais.

Não é normal um presidente revogar e reeditar decretos rejeitados pelo Congresso e pelo STF.

Estabeleceu-se um jogo de “gato e rato”, que passa pela mobilização de fanáticos como forma de luta política.

É muito mais grave do que tem parecido, porque está em curso uma guerra de usurpação de poderes, que é típica da formação de um regime autoritário,  porque é o Executivo, que tem o poder do voto direto que tende a colocar a opinião pública contra os poderes de representação indireta.

Por isso, de todos os três poderes com este ânimo de usurpação, a presidência é o mais perigoso.

Mas a reação dos demais e a falta de rumos no que propõe induz ao agravamento da paralisia do governo.

Num país afundado na crise, nem é preciso dizer ao que isso conduz.

Não ache que a crise são as revelações de Glenn Greenwald. Elas são apenas o catalisador dos conflitos que existem de fato.

Este processo é mais grave do que parece, porque está em pleno curso.

O poder, disputado a tapa entre eles, está se desagregando.

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