A Conferência do Clima, “Triplo A” e o “triplo B”

Bem que os ministros tentaram dourar a pílula, falando em dificuldades orçamentárias, etc e tal.

Mas Bolsonaro deixou bem claro que o Brasil não sediará a reunião climática da ONU, a COP-15, porque ele não quer.

“Houve participação minha nessa decisão. Nosso futuro ministro, eu recomendei para que evitasse a realização desse evento aqui no Brasil”, afirmou Bolsonaro, segundo o G1.

Esta história de aquecimento global, além de “frescura”, é apenas um plano imperialista. Ou comunista, tanto faz.

É claro que tem muita picaretagem em nome do meio ambiente e é mais claro ainda que os países desenvolvidos, que devastaram seus territórios impiedosamente nos séculos e décadas passados não podem sair cantando de galo, exigindo que aqui tudo seja o Jardim do Éden.

Mas daí a negar as evidências científicas de que há mudanças climáticas num planeta onde se queima combustíveis  em um ano em quantidade maior do que em muitos séculos passados equivale a outras bobagens como a Terra ser plana e sermos todos tataranetos de Adão e Eva.

Isso é assunto para ser tratado com serenidade e equilíbrio, apoiando o que é legítimo, exigindo compensações dos ricos que poluem várias vezes mais que os países pobres e, claro, bloqueando qualquer proposta que implique entregar o controle de território a organizações estrangeiras, onde quer que seja.

A ideia do “Triplo A”, um corredor de preservação que partiria do Amapá e iria até os Andes colombianos é mesmo polêmica e inaceitável se representar alienação da soberania nacional e proibição do uso racional e prudente de recursos naturais de meio milhão de quilômetros quadrados do Brasil. O que não quer dizer que não discutamos preservação da Amazônia, porque não se joga fora a criança junto com a água do banho.

A ideia do Triplo A levou um “chega pra lá” no Governo Dilma, quando a Colômbia começou a tratar do tema sem sequer um contato diplomático com o Brasil, onde ficam 60% das terras do traçado proposto. A Colômbia, recorde-se, é o mais próximo aliado dos EUA na América do Sul, recebe ajuda financeira do “grande irmão do Norte” e tem nadas menos que sete bases militares em seu território.

A tal Fundação Gaia, autora da proposta, é muito ligada a interesses ingleses.

Por aí já se vê que tipo de DNA há na proposta.

Daí a chutar o balde são outros quinhentos, até porque a questão ambiental é cada vez mais importante nas relações com nossos parceiros comerciais na Europa e com as grandes empresas mundiais. Vale dinheiro e aí estão os US$ 20 bilhões que vai custar à Volkswagen o escândalo com a falsificação dos níveis de emissão de seus motores diesel.

Mesmo no que tem alguma razão – e nenhuma para agir com este açodamento – o capitão precisa entender que não é Donald Trump, que diz o que quer e fica tudo por isso mesmo.

Até para não ficarmos conhecidos como a terra do “Triplo B”: Bolsonaro, burro e boçal.

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