A “cassação dos mortos”. Petrobras “desbatiza” suas usinas termoelétricas

A nota da coluna de Ancelmo Goes, em O Globo, mostra a falta de limites ao ódio do Governo Bolsonaro.

A Petrobras está “desbatizando” navios, refinarias e usinas termoelétricas que receberam nomes considerados “de esquerda” nas duas últimas décadas.

Com isso, são cassadas as denominações de instalações da empresa que prestavam homenagem a Aureliano Chaves, Barbosa Lima Sobrinho, Euzébio Rocha, Fernando Gasparian, Leonel Brizola, Luiz Carlos Prestes, Mario Lago, Celso Furtado, Jesus Soares Pereira e Rômulo Almeida.

Sobrou até para o índio Sepé Tiaraju, herói guarani do Rio Grande do Sul, que deixará de ser homenageado na termoelétrica da empresa na cidade de Canoas.

Sepé, que viveu até meados do século 18 e que foi reconhecido “Servo de Deus” por suas ligações com as missões jesuíticas, agora virou “comunista.

A Petrobras, claro, nega que esteja fazendo perseguição ideológica. Diz que é para “facilitar a venda”.

Não posso falar pelos homenageados, que estão muito longe daqui, mas tenho certeza que muitos deles vão até ficar felizes de não terem seus nomes escritos em monumentos à traição nacional.

 

 

 

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