A bancada moralista levou o Senado ao ridículo

Acaba de ser anulada, por excesso de votos – 82 cédulas e apenas 80 sobrecartas – os envelopes feitos para garantir o sigilo do voto – a eleição para a Presidência do Senado que, ao que tudo indica, será vencida pelo trator de Ônyx Lorenzoni, o amapaense Davi Alcolumbre.

Portanto, se você achava que a sessão de ontem havia sido o maior vexame possível para a, com licença, “Câmara Alta” do parlamento brasileiro, pode ir mudando de opinião.

Unidas, as bancadas ruralista, a moralista e a bolsonarista insistiram para uma votação por cédula, para que os senadores fossem coagidos a exibir seus votos.

Tivemos até a cena constrangedora de Davi Alcolumbre exibindo a sua cédula de votação para provar que tinha votado em si mesmo.

O Senado Federal parece ter virado uma Câmara de Vereadores da roça.

A fraude, diante dos olhos de todos, vai obrigar a uma nova eleição.

Ontem e hoje tivemos a versão senatorial do “domingão do impeachment”.

Ninguém sai eleito dali como Presidente do Senado, mas como líder de facção.

 

 

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